|
Philippus Aureolus Theophrastus Bombast von Hohenheim, o
Paracelsus ou Paracelso, foi médico, filósofo, alquimista,
químico, astrólogo.
Nasceu, em 1493, em Eisnsiedeln, cantão da Suíça.
Revolucionou a medicina de seu tempo ao antecipar a
homeopatia e o uso da química no tratamento médico.
Filho de um conceituado médico, Wilhelm von Hohenheim,
iniciou seus estudos em Villach e depois foi para Würzburg,
na Alemanha, onde se tornou discípulo de um abade, Tritêmio,
dedicado à alquimia e ao ocultismo.
Deixou Würzburg (1515) e iniciou uma verdadeira peregrinação
de estudos e prática de medicina cirúrgica e de química pela
Europa.
Formou-se em medicina em Viena, doutorou-se em Ferrara e
adotou o nome de Paracelso, que significa superior a Celso (Aulo
Cornélio Celso, famoso médico romano do século I).
Perambulou pela Europa como a transição viva entre a antiga
Arte, de sentido alquímico, astrológico e cabalístico,
obediente tão só aos princípios hipocráticos e galênicos, e
a nova Medicina, a que assimilava novos métodos e novos
ensinamentos decorrentes de notáveis descobertas que se
processavam em todos os setores da patologia, da
terapêutica, da cirurgia, da farmácia e das ciências
físico-químicas.
Inovador e criativo, viajou por quase toda a Europa e pelo
Oriente, sempre acompanhado por um séquito de discípulos,
exercendo a profissão de cidade em cidade.
Serviu como cirurgião militar na Guerra dos países Baixos
(1518) e voltou a Alemanha (1526), exercendo medicina em
Estrasburgo, Tübingen e Friburgo.
Introduziu o conceito de doença para a medicina e empregou o
método experimental.
introduziu o ópio, o mercúrio, o óxido de zinco e outros
preparados químicos na terapêutica.
Produziu o primeiro manual de cirurgia, Die kleine chirurgia
(1528). Com a publicação do Die grosse Wundartzney (1536),
ganhou fama e riqueza.
Fez a melhor descrição até então registrada da sífilis e
assegurou que a doença podia ser curada com doses de
mercúrio (1530).
Descobriu que a doença dos mineiros era silicose e não
castigo divino, como se acreditava, e enunciou alguns dos
princípios que seriam resgatados no século XIX por Hahnemann,
fundador da homeopatia.
Seu comportamento avesso a corporação de médicos e
boticários lhe custou muitas hostilidades classistas ao
mesmo tempo em que seu prestígio crescia devido a sua
indiscutível competência.
Proclamou, quando professor e médico oficial de Basiléia, a
extinção, por obsoletos, dos princípios e das teorias de
Hipócrates, de Galeno e dos doutores árabes, queimando os
seus tratados em praça pública.
Chegou a ser encarcerado em Nordlinger, na Alemanha, como
embusteiro.
É
considerado o idealizador da farmacologia moderna e também
da homeopatia.
Em sua obra Paramirum destacou a importância da observação
clínica do paciente.
Em experiências alquimistas, procurou a busca do bálsamo
para a cura de todos os males, que ele chamava de múmia.
Sua maior virtude foi utilizar seus conhecimentos de
alquimia para criar medicamentos e não para transformação de
metais em ouro.
Envaidecido pelo sucesso, afirmou estar de posse da panacéia
universal e morreu demente, em 1541, no hospital-convento de
Saint-Etienne, Salzburgo, hoje na Áustria.
Deixou várias obras publicadas, tais como Opus Chirurgicum,
Paragranum e De gradibus. Paracelsismo: o sistema médico de
Paracelso que verberou o galenismo e deu aos medicamentos
minerais uma importância que dantes não tinham.
|