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Gustave Doré (1832-1883)
Um dos maiores ilustradores de todos os tempos, o francês
Gustave Doré era também pintor e escultor, mas suas pinturas
e esculturas não tiveram o mesmo sucesso que suas
ilustrações de obras famosas como A Divina Comédia de Dante,
Gargantua de Rabelais, Contos de Balzac, Dom Quixote de
Cervantes, Paraíso Perdido de Milton, O Corvo de Edgar Allan
Poe e a Bíblia.
Ilustrou mais de 120 obras.
Doré trabalhava de forma intensa e veloz. Geralmente
esboçava os desenhos diretamente na madeira e contava com
vários auxiliares para terminar de gravá-las.
Chegou a empregar aproximadamente 40 gravadores competentes
para trabalhar nas suas ilustrações, entre eles Pisan,
Pannemaker e Jonnard se destacam (e co-assinam) grande parte
de suas obras.
Em 1857, Doré começou a trabalhar nas ilustrações do Inferno
de Dante.
Ele não sabia italiano e provavelmente utilizou a tradução
em prosa de Pier Angelo Fiorentino que posteriormente foi
republicada com suas ilustrações.
Não encontrando editor disposto a publicar sua obra, Doré
publicou as ilustrações e o texto por conta própria em 1861.
Foi um grande sucesso. Doré sucedia a Botticelli como o
maior ilustrador de Dante, acreditava o público.
Em 1868 terminou as ilustrações do Purgatório e do Paraíso e
publicou uma obra com as ilustrações de toda a
Divina
Comédia.
Doré teve uma vida próspera e pode usufruir do seu sucesso.
Na sua biografia, Dan Malan fala dos seus romances com as
mulheres mais famosas do século 19 como a atriz Sarah
Bernhardt e a cantora de opera Adelina Patti.
Doré morreu em janeiro de 1883, deixando incompletas suas
ilustrações para uma edição de Shakespeare.
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