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AGRONEGÓCIO |
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Acaso deu uma boa ajuda a este Criador |
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FERNANDO YASSU Pode-se atribuir ao criador Eduardo Daher a descoberta da recria e engorda do búfalo em terra firme e o manejo do animal com cerca elétrica. Foi meio por acaso. "Como todo mundo, eu também achava que o búfalo só ia bem em banhados. Além da cor da pelagem e do couro grosso, a primeira imagem que me vinha de búfalos era dos animais nos pântanos", lembra. Dono de uma metalúrgica em Belém, Daher começou a mexer com búfalo em 1986 e por hobby. O seu criatório começou nos fundos da empresa, situada na periferia da capital paraense. Quando o rebanho chegou a 13 cabeças, viu o tamanho da encrenca que era manter animais com o porte de búfalo na cidade. Para resolver o problema, comprou, em 1992, a Fazenda Santa Isabel, no município de Moju. A propriedade foi escolhida a dedo. Na visão de Daher, ela tinha as condições ideais para o búfalo. No caso, boa parte da área de várzea (dos 1.000 hectares, apenas 150 ha eram de terra firme). O empresário não conseguiu manejar os búfalos. "Não havia cerca que segurasse os animais. Eles metiam a cabeça e arrancavam na marra de quatro a cinco estacas e avançavam para outras propriedades", lembra. Como era único criador de búfalos na região, começou a ter problema com a vizinhança. Por não conseguir reter os animais nas várzeas, Daher comprou uma propriedade vizinha à Fazenda Santa Isabel. Detalhe: todos os 100 hectares eram de terra firme, formados com 60 ha de braquiarão e 10 de quiquio e o resto de mata. Para manejar, testou a cerca elétrica. Deu certo. Primeiro porque, mesmo com um fio, a cerca elétrica segurou os búfalos adultos. "Uso dois fios apenas nas áreas em que estão os bezerros", conta Daher. Nessa área, ele mantém o rebanho de 118 adultos e 37 bezerros. Em segundo, porque, mantido em pasto de braquiarão e em sistema rotacionado, os animais apresentaram desenvolvimento bem melhor do que na várzea. Os 70 ha foram subdivididos em nove piquetes, cada um com aproximadamente 8 ha. Os animais ficam, em média, três dias em cada piquete. "Além do capim e água (bebedouro), dou apenas sal mineral", conta o empresário, um dos 40 produtores que estão entregando o búfalo precoce. |
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DBORURAL |
PÁGINA 94 |
FEVEREIRO/2001 |