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| Novo modelo
de criar búfalos Investimento em genética resultou no X-Búfalo, um reprodutor de peso |
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| Marly Quadros de Castanhal Um búfalo nascido no Pará pode entrar para o livro dos recordes. O X-Búfalo, como foi batizado, está sendo acompanhado por criadores e pesquisadores do Estado e já é con- siderado o primeiro exemplar de uma linhagem de superbezerros, por apre- sentar um ganho de peso acima da média registrada até hoje. O X-Búfa- lo pertence ao engenheiro Eduardo Daher, proprietário da Fazenda San- ta Izabel, no município de Moju, re- gião nordeste do Estado. Da raça Murrah, o superbúfalo nasceu no final de 1999 já com um peso fora do normal, 51 quilos, quan- do a média geralmente alcançada pelos bezerros ao nascer é de 30 a 40 quilos. Com apenas dez meses, no ano 2000, ele já apresentava 403 qui- los, peso de um animal de dois anos de idade. Outro dado qi.ie impressi- onou os criadores do Estado e pes- quisadores é que o X-Búfalo alcan- çou esta marca sem que tenha rece- |
bido nenhuma complementação ali- mentar ou ração especial. Ao completar 24 meses, em janei- ro deste ano, o búfalo atingiu o peso de 640 quilos, o que animou o em- presário a tentar incluí-lo no livro dos recordes. "Quando dizia que atingi- ria essa meta em regime exclusivo a peito e pasto ninguém acreditava", lembra Daher. O bom desempenho do X-Búfalo se deve em boa parte aos in- vestimentos em melhoramento gené- tico que estão sendo feitos. O bezerro nasceu a partir de inseminação artifi- cial da búfala Roxinha com sêmen do touro Vulcão, que já era cria de sé- men importado da Bulgária, trazido pela Embrapa An1azônia Oriental com o objetivo de refrescar o sangue do rebanho nacional. A performance foi comprovada pelo veterinário José Carlos Teixeira, técnico da Associação Bra- sileira de Criadores de Búfalo (ABCB), seção Pará, que avaliou o caso como tinia raridade. A Asso- ciação também já atestou que não existe registro ou acompanhamento de um búfalo Murrah dessa idade, |
com esse peso, em qualquer parte do |
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que desejam melhorar a
qualidade do seu plantel. A expectativa agora é pelo nascimento das crias do X-Biifalo, que antes de ser levado para a Cebran deixou 45 matrizes na Fazenda Santazabel com prenhez confirmada. "você só pode afirmar que um animal é bom, do ponto de vista genético, quando ele tem capacidade de trans- mitir isso para os filhos. O que se pre- tende com a seleção é que essa gené- tica se propague através das gerações futuras", destaca o diretor da Central, José Silva de Sonsa. |
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| A Várzea não é mais o melhor criatório |
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| A
criação de búfalo tem uma gran- de importância para a economia regional porque a carne do animal é considerada Iight: tem 40% menos colesteroÍ, 12 vezes menos gordura, 55% menos calorias e 12% mais pro- teína. Daher explica que das quatro raças de búfalos existentes na região, a Murrah foi escolhida para desen- volver o projeto por conta da sua precocidade e alta produção de lei- te. Para isso, o criador investiu em pesquisas para melhoramento de seu rebanho, com o objetivo estratégico de produzir animais mais pesados, em menor espaço de tempo. Neste caso, a parceria com a Cebran foi fundamental, pois garan- tirá o acompanhamento dos filhotes do X-Búfalo de uma forma criteriosa. "O que falta para o búfalo hoje é con- trole, é registrar os desempenhos. Talvez existam outros animais com potencial tão bom, mas falta ser iden- tificado", reforça Sousa.
Inseminação - O interesse
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| criar búfalos. Hoje
pensa diferente. "Depois que adquiri uma área de terra alta aprendi que o melhor animal para a várzea é indiscutivelmente o búfalo, mas o melhor lugar para se criar o búfalo não é a várzea". Na várzea, os animais fazem grande esforço para se deslocar e acabam gastando muita energia para buscar os alimentos. Na área alta, onde existe maior oferta de capim em volume e qualidade, o desloca- mento é muito mais fácil e o des- gaste físico é mínimo.
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Rotacionado Intensivo
(PAI), que nas terras firmes é realizado com mais fa- cilidade. "O búfalo está começando a caminhar da várzea para as terras altas e os criadores estão investindo mais em controle fitossanitário, o que faz com que comece a aparecer toda a potencialidade que estava escon- dida", aposta. Como aposta na pesquisa, Daher deu seqüência ao seu pioneirismo. Já firmou nova parceria com a Cebran para coleta de embrião. Ele acredita que o projeto mostrará algum resul- tado positivo daqui a uns três a cin- co anos. "Por enquanto é só investi- mento e muita paciência da equipe do projeto, composta pelos douto- res Ohashi, Souza, Alysson e Moisés". (MQj |
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